Saudações de tentativa de atriz, chamo-me Ana
Priscila, mas pode se acostumar a me chamar de Débora.
Débora é uma das irmãs, faz parte da família, é uma
prostituta oculta, recebe dinheiro de um velho gringo sem nem fazer “seu
trabalho” e ainda termina decepcionada com quão louca é sua família, mas não se
assuste se você não perceber nada disso, apesar disso tudo, Débora não passa de
um enfeite de palco.
Comecei a fazer teatro realmente bem pequenininha,
sempre fui apaixonada pelo palco e pela vontadezinha de fazer xixi que dá uns 5
segundos antes de entrar nele; nunca me achei boa nesse treco, mas, por algum
motivo, eu amo tentar! Sinto-me inexplicavelmente livre a cada novo personagem,
depois sempre faço uma nova análise sobre mim e sobre as possibilidades que
ainda existem, sobre as milhares de coisas novas que ainda não experimentei e
que o personagem pode abrir portas pra um novo ponto de vista sobre o assunto.
Não, eu não penso em virar prostituta, nem em receber dinheiro de velhos
gringos, mas a Débora me fez ver que eu não posso ver “o circo pegar fogo” e
simplesmente ficar do lado de fora assistindo.
Na verdade, eu faltei a reunião que a equipe definiu
os personagens, por motivos pessoais e intransferíveis, assim como o voto.
Hehehe Mas eu estava na reunião dos testes, e ao ver a Janielly interpretando a
Débora, achei que aquela cena poderia ser explorada de uma forma engraçada,
porque eu acredito profundamente que o melhor da vida é fazer as pessoas rirem,
então decidi fazer o teste, sem ter lido aquela cena antes, sem saber as falas,
só deixei fluir. Nem precisava ter levado o papel, só as gargalhadas arrancadas
do grupo, já me deixaram realizada.
A Débora não é difícil
de se fazer, se você achar ruim, não a culpe, eu que sou difícil mesmo.
Ana Priscila Alves



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