1. Conformar-me, escolher papel, ensaiar, subir no
palco, melar a cueca e passar uma semana ouvindo as piadinhas dos moços que se
fizeram presentes no auditório;
2. Correr pras colinas.
Dispensada qualquer possibilidade de atuar, uma nova escolha: cenografia, sonoplastia, iluminação ou figurino. Escolher a última denunciaria minha opção sexual. Das três restantes, sonoplastia parecia a mais fácil. Aí foi a que eu escolhi. Vou mentir? Sonoplastia nunca foi paixão e depois desse curto relacionamento, parece cada vez mais longe de ser. Pior que nem fácil é, essa bagaça.
O
começo dos problemas é encontrar fontes decentes de elementos da sonoplastia:
sites de download desses elementos não aparecem na primeira página do Google.
Há quem diga que se não tem na primeira página do Google, tem em canto nenhum.
Aí você se frustra, mas caça mais, vale sua nota do bimestre. Encontrei um que correspondia às expectativas,
porém, qualquer sonzinho de 2 seg tinha um preço. Aí rolou uma gambiarra massa
pra salvar os arquivos: dava play no preview que tem no site e
concomitantemente (ao mesmo tempo é muito mainstream)
eu gravava a tela do PC. Aí ficava um arquivo .avi com o som gravado.
Finalmente, ia no Sony Vegas, fazia os devidos cortes e exportava só a trilha
de áudio num .aac ou .mp3. Fica a dica aí pros outros galero que Malvinha e tia
Elane tão maltratando. Mais problema: você NUNCA vai achar o som que tava
tocando na sua cabeça enquanto assistia aos ensaios dos seus amiguinhos, então,
amigo, aprenda a gostar do parecido. Uma parte legal disso é que eu me sinto
mais inserido no meio erudito da música. Beethoven, Mozart e eu já temos um bromance e tudo.
Cumprido
o feijão-com-arroz, vamo atualizar Malvinha dos desenvolvimentos do trabalho de
verdade falando sobre a sonoplastia de três cenas diferentes. Vale lembrar que
o que vai ser apresentado a seguir são somente sugestões de sonoplastia, haja
visto que não houve discussão entre os membros do grupo sobre a definição
delas:
Cena
1
A
cena 1 é a cena que foi inserida com a adaptação, em que Seu Noronha (Saulo
Cavalcante) conversa com uma cartomante
(Janielly Firmino) sobre uma potencial maldição sobre suas filhas:
Como
plano sonoro, “Carlotta’s Portrait”, que compõe a trilha sonora do filme
Vertigo (Um Corpo que Cai, 1958) e que tem instrumentação de Bernard Herrmann, figura
carimbada no panteão da sonoplastia, ainda que seu trabalho seja mais voltado à
7ª arte.
Enquanto
a cartomante recebe espírito, uma música em loop
vai tocar, alternando seu volume e velocidade.
Cena
2
Na
cena 2, Bibelot (Marcelo Gabriel)
encontra Aurora (Clara Martins) numa parada de ônibus. Como
ambientação/atmosfera, uso um arquivo que encontrei aqui, o street traffic, que vai servir como o
barulho dos carros passando, buzinas, etc. Os atores também estarão na parada
simulando conversas como haveria de ser numa parada de ônibus. Já dentro do
táxi, o bus interior 2. Ademais, a
cena não carece de qualquer outro tipo de sonoplastia.
Cena
3
A
3ª cena é na casa e também uso um som de ambientação daqui. Dessa vez o lounge bar, que, a meu ver, parece bem
facultativo. A cena não demanda de grandes sonoplastias não.
Nota:
Ainda não consegui um elemento que seria um híbrido de chocante e tosco e que
seria usado abundantemente, em qualquer fala que se revelasse minimamente surpreendente.
Há sons candidatos, mas não o que eu ache ideal ou aceitável, sabendo que tem
que ser bom por se apresentar em vezes pra “baralho”.
Enfim, era o que eu tinha pra dizer. Valeu, galeres.

Enfim, era o que eu tinha pra dizer. Valeu, galeres.

Matheus Henrique
Matheus Henrique é ex-ala esquerda, atual estudante de edificações evai tentar serfuturo engenheiro de alguma coisa. Só tem facebook e muito mal.



Nenhum comentário:
Postar um comentário