Eis aqui A mãe. Eu, Alana, a mãe de cerca de metade dos que
atuam nesta peça, além da “gooooorda!” do Seu Noronha.
Há algumas semanas estava trocando de canal, procurando algo
para ver. Básico. Acabo parando no TV Cultura (segundo meu irmão), fascinada,
já que aqueles desenhos velhíssimos, da minha infância, ainda são transmitidos.
E o desenho em questão era Os Sete
Monstrinhos. Não é bem da minha época, mas meu irmão mais novo adorava. Eu
acabava vendo também.
![]() |
| Mãe dos sete monstrinhos. |
Foi uma coisa bem visual. Quando eu coloquei meus olhos na
Mãe dos sete monstrinhos, lembrei no mesmo segundo da D. Aracy. Aquela mulher, mãe,
sempre de avental, sempre ocupadíssima cuidando da casa, com uma quantidade,
digamos, considerável de filhos, acabou se tornando uma das minhas referências.
Isso claro, com várias exceções comportamentais.
Essa
história de procurar referências para os personagens foi negócio de Malvinha,
óbvio. Até porque, as pessoas em geral não fazem esse tipo de coisa por
diversão. Não é exatamente fácil. Ainda mais considerando que está em jogo o
texto de Nelson Rodrigues. Seus personagens são bem peculiares. No mínimo, não
estão escrachados em desenhos animados. Mas claro, se você se despir do
preconceito, com certeza vai encontrar algo.
Então,
nesse processo, fuçando minhas memórias perdidas em neurônios escondidos,
lembrei-me de outra mãe. ![]() |
| Srª Bennet de uma das versões de Orgulho e Preconceito que desconheço. |
Srª
Bennet, de Orgulho e Preconceito, da
Jane Austen (o qual nunca li, só vi o filme com a Keira Knightley
Sem
bom-senso, se comportando de forma inadequada, a beira de um colapso nervoso,
às vezes metida a engraçadinha, Srª Bennet veio a minha mente e achei que, pela
primeira vez, ela estivesse no momento certo e no lugar certo.
![]() |
| Uma livro contado pela morte não deve ser muito feliz, não acham? |
Finalizando
esse texto chatíssimo, descobri mais coisa do que achei que descobriria. D.
Aracy com certeza é mais discreta que todas essas inspirações ditas acima, com
um universo menos amplo que o delas, com uma intérprete não-competente, diferente
dos escritores, atrizes, dubladores e criadores aos quais me referi. E mais:
outras referências surgirão e já surgiram. Provavelmente não tão marcantes
quanto essas. Trejeitos e jeitos. Falas, manias.
Então,
quando o Coletivo +18 convidar, vocês vão ir pra lá. Ver no que isso vai dar. Não
sou boa em rimas.
Alana
Perco o amigo, mas não perco a piada. Quer um cubo de açúcar?
twitter: @alanakelly_








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